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Perícia criminal é tema de palestra de Ricardo Salada na 8ª Semana do curso de Farmácia da Unifipa
Eric Ribeiro
quarta, 23 de setembro, 2026

Os alunos do curso de Farmácia da Unifipa participaram, na última quarta-feira (22), de imersão no universo da perícia criminal durante a programação da 8ª Semana do Curso de Farmácia. A atividade foi organizada pela Liga Acadêmica de Farmácia Forense (LAAF) com a participação de Ricardo Salada, perito criminal de destaque no cenário nacional. O profissional apresentou aos acadêmicos aspectos da atuação do perito criminal na cena de um crime, explicando como é realizado o trabalho de análise e coleta de vestígios. Salada também destacou que a perícia é acionada quando há indícios de crime e ressaltou a importância da atuação técnica para a investigação.

Outro tema abordado foi a influência da inteligência artificial na perícia criminal. Segundo Salada, a tecnologia pode contribuir para o trabalho dos especialistas, mas não substitui a atuação humana, que depende de conhecimento técnico, análise criteriosa e interpretação das evidências encontradas. Ao final, Ricardo Salada conduziu dinâmica de simulação de análise de necropsia, proporcionando aos estudantes experiência prática relacionada aos conteúdos apresentados.

No período da noite, a programação da Semana de Farmácia teve novamente a participação de Ricardo Salada, que apresentou aos alunos detalhes de casos de grande repercussão em que atuou, entre eles os de Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga. O perito relatou aspectos das investigações, os caminhos percorridos pelas equipes responsáveis e a importância da análise dos vestígios para a elucidação dos crimes. Também explicou como a perícia contribuiu para confrontar as diferentes versões apresentadas à época, identificando possíveis contradições ao longo das apurações.

Salada destacou que o trabalho pericial busca reunir e analisar todas as evidências disponíveis, sem deixar informações relevantes de fora da investigação. A atuação técnica é fundamental para fornecer elementos que auxiliem o sistema de Justiça na análise dos fatos e na tomada de decisões com base nas provas produzidas. Ao final do encontro, o perito respondeu às dúvidas dos acadêmicos e reforçou que a carreira exige dedicação, estudo contínuo, conhecimento técnico e imparcialidade na condução dos trabalhos.

Foto: Divulgação FPA