Troféu Monsenhor Albino homenageia personalidades que contribuem para o legado da FPA Alan Gazola quinta, 24 de setembro, 2026 No ano em que celebra seu centenário, Fundação Padre Albino reconhece trajetórias marcadas pelo compromisso com a instituição, a comunidade e o cuidado com o próximo. Reconhecimento, gratidão e memória. Assim foi noite da solenidade de entrega do Troféu Monsenhor Albino 2026, promovida pela Fundação Padre Albino, que neste ano celebra seu centenário e tem como patrono o Venerável Padre Albino. A cerimônia homenageou cinco personalidades que, por meio de suas trajetórias e ações, contribuíram e continuam contribuindo para perpetuar os valores e o legado deixados pelo sacerdote. A solenidade foi realizada no auditório do campus-sede da Unifipa e reuniu integrantes da Diretoria Executiva, membros dos Conselhos, colaboradores da FPA, familiares e amigos dos homenageados. A mesa solene foi composta pelo presidente da Diretoria Executiva, Reginaldo Donizeti Lopes, e pelo presidente do Conselho de Curadores, Dr. José Carlos Rodrigues Amarante.Criado como forma de reconhecer pessoas que fazem parte da história da instituição e da comunidade, o Troféu Monsenhor Albino destacou, nesta edição, cinco trajetórias distribuídas em três categorias. Na categoria “Colaboradores”, foram homenageados Sueli da Silva Rodrigues e Márcio Fernando Aparecido Zerbinatti. Com 28 anos de atuação na Fundação Padre Albino, Sueli atualmente exerce a função de supervisora de Limpeza do Padre Albino Saúde. Ao receber o troféu, destacou o vínculo construído ao longo de quase três décadas com a instituição. “Tenho muito orgulho de tudo o que construí nesses anos dentro da Fundação Padre Albino. Ela esteve presente nos momentos mais difíceis e nos de felicidade da minha vida e da minha família. É uma parte importante da minha história e de quem eu sou. Obrigada pela homenagem, que ficará marcada para sempre na minha memória.”Também recebeu a homenagem o advogado, Márcio Fernando Ap. Zerbinatti, que ressaltou a importância das pessoas que fizeram parte de sua trajetória pessoal e profissional. “Recebo este troféu com orgulho, humildade e gratidão. Nenhuma trajetória é construída sozinho. Por trás de cada conquista profissional existe uma família que também fez sacrifícios, amigos que nos apoiam e colegas que nos ensinam. Com toda a certeza, a Fundação não é apenas parte da minha trajetória profissional, ela é parte da minha vida.” Na categoria “Representantes da Sociedade”, o Troféu Monsenhor Albino reconheceu a atuação da Associação Voluntária de Combate ao Câncer de Catanduva (AVCC), representada na solenidade pela voluntária Sônia Tayar Benito Jorge. A entidade foi homenageada pelo trabalho voluntário desenvolvido junto aos pacientes oncológicos do Hospital de Câncer de Catanduva, em uma atuação marcada pela solidariedade e pelo compromisso com aqueles que enfrentam o tratamento contra a doença.Ao receber o troféu, Sônia destacou a parceria construída ao longo dos anos entre a AVCC e a FPA. “Esta homenagem tem um significado que vai além do reconhecimento. Ela celebra uma parceria construída ao longo dos anos e tudo aquilo que conseguimos realizar juntos. São trabalhos que se complementam e se encontram no mesmo propósito: cuidar de pessoas. Aos nossos voluntários, obrigado por fazerem da solidariedade uma presença diária.”Ainda na categoria, a Fundação prestou homenagem in memoriam a Marcelo Gimenes, empresário e idealizador das reformas das alas destinadas aos pacientes do SUS no Hospital Emílio Carlos.Marcelo foi responsável pela criação da AEC – Associação de Assistência ao Hospital Emílio Carlos, iniciativa que mobilizou pessoas da comunidade em torno da melhoria da estrutura hospitalar e do atendimento aos pacientes. Ele faleceu precocemente em 2023.O troféu foi recebido por sua viúva, Raquel de Souza Gimenes, e pelos filhos, que representaram a família na solenidade. Emocionada, Raquel destacou a importância de manter viva a história e os ideais do marido. “Receber esta honra em nome do meu marido é, ao mesmo tempo, uma grande emoção e uma grande responsabilidade. Ele sempre acreditou que, quando as pessoas se unem por uma causa maior, é possível transformar realidades. Nossa família tem a certeza de que ele estaria muito feliz e orgulhoso de ver que aquilo que começou com um grupo de pessoas dispostas a ajudar continua fazendo parte da vida de tantas outras.” Na categoria “Membros da FPA”, o homenageado foi o Padre Sylvio Fernando Ferreira, que há 48 anos integra o Conselho de Curadores da Fundação Padre Albino e possui uma trajetória diretamente ligada à história religiosa e comunitária de Catanduva.Aos 91 anos de idade e 62 de sacerdócio, Padre Sylvio relembrou, durante a solenidade, momentos marcantes de sua caminhada sacerdotal e sua relação com Padre Albino.Em 1968, após a renúncia de Padre Albino, já nos seus últimos anos de vida, Padre Sylvio recebeu a missão de substituí-lo como vigário da Matriz de São Domingos. A chegada ao posto foi acompanhada por algumas resistências, como ele próprio recordou. Com humildade, prudência e dedicação, porém, conquistou a confiança da comunidade e conduziu a paróquia até 2020.Ao falar sobre sua trajetória, também destacou os anos de participação no Conselho de Curadores da Fundação Padre Albino, acompanhando de perto diferentes momentos da instituição e contribuindo para a preservação de seus princípios e de sua missão.“Quando olho para trás e vejo os 62 anos de sacerdócio, percebo quantas pessoas Deus colocou em meu caminho e quantas histórias pude viver. Entre elas está, de maneira muito especial, a convivência com Padre Albino e a missão de sucedê-lo na Matriz de São Domingos. Não foi uma tarefa sem dificuldades. Havia pessoas que tinham uma ligação muito forte com ele e que naturalmente tiveram suas reservas diante de um novo sacerdote. Procurei não responder às dificuldades com enfrentamentos, mas com humildade, prudência, trabalho e, sobretudo, respeito às pessoas. Com o tempo, fomos construindo juntos uma caminhada.”O sacerdote também falou sobre sua participação na Fundação Padre Albino. “Foram 48 anos acompanhando a Fundação por meio do Conselho de Curadores. Vi momentos de crescimento, desafios, mudanças e conquistas. Acima de tudo, vi pessoas trabalhando para que aquilo que Padre Albino iniciou não se perdesse. Recebo este troféu com profunda gratidão e o divido com todos aqueles que caminharam comigo durante esses anos. Esta homenagem não é apenas a um sacerdote, mas a uma história construída por muitas mãos.” Legado que atravessa geraçõesAo encerrar a solenidade, o presidente do Conselho de Curadores da Fundação Padre Albino, Dr. José Carlos Rodrigues Amarante, agradeceu aos homenageados e destacou o significado de celebrar suas histórias justamente no ano em que a instituição completa 100 anos.“Esta noite nos permite olhar para o passado com gratidão, para o presente com responsabilidade e para o futuro com esperança. Cada um dos homenageados, à sua maneira, representa aquilo que queremos preservar neste centenário: o compromisso com as pessoas, a solidariedade, a dedicação, o trabalho e a capacidade de servir.”Amarante ressaltou que o legado de Padre Albino não está apenas nos prédios, serviços e instituições que foram construídos ao longo das décadas, mas, principalmente, nas pessoas que continuam colocando em prática os valores que marcaram sua trajetória.“Padre Albino deixou uma obra que ultrapassou seu tempo e continua sendo construída todos os dias. Quando reconhecemos Sueli, Márcio, a AVCC, Marcelo Gimenes e Padre Sylvio, estamos reconhecendo histórias diferentes, mas unidas por um mesmo propósito: fazer o bem e cuidar das pessoas. É uma alegria e uma responsabilidade poder vivenciar e celebrar essas histórias que ajudam a perpetuar o legado do patrono da Fundação Padre Albino.” A solenidade encerrou as atividades da 35ª Semana Monsenhor Albino, que celebra e relembra em todo mês de setembro, a história, o legado e a contribuição de Padre Albino para Catanduva e região. Fotos: Comunicação FPAAcesse a galeria: https://flic.kr/s/aHBqjD5S4c