Docente da Unifipa participa de congresso nacional sobre promoção da saúde no Rio Grande do Sul Alan Gazola segunda, 19 de outubro, 2026 (Foto/Reprodução) Profa. Juliana Magalhães apresentou dados da sua pesquisa sobre agricultura familiar, segurança alimentar e direitos humanos. A docente da Unifipa Catanduva, Profa. Dra. Juliana Guidi Magalhães, participou, entre os dias 7 e 9 de outubro, do VI Congresso Brasileiro Interdisciplinar de Promoção da Saúde, realizado pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), em Santa Cruz do Sul (RS). O evento reuniu pesquisadores, docentes e estudantes em torno de discussões sobre promoção da saúde, formação acadêmica e transformação social. Docente dos cursos de Medicina e Direito, Juliana ministra disciplinas nas áreas de Ciências Sociais Aplicadas à Saúde, Habilidades de Documentação Médica, Documentação Médica e Bioética Aplicada. Durante o congresso, integrou a mesa-redonda “Egressos em destaque: Formação, Pesquisa e Transformação Social na Promoção da Saúde”, na qual apresentou reflexões e resultados de sua tese de doutorado sobre o papel da agricultura familiar na promoção da segurança alimentar e na efetivação do Direito Humano à Alimentação e à Nutrição Adequadas (DHANA). A pesquisa aborda as relações entre políticas agrárias, saúde, sustentabilidade e justiça social, destacando a importância da agricultura familiar como categoria econômica e social que contribui para a promoção da saúde. Segundo a professora, o estudo analisou a produção científica na área interdisciplinar da saúde para compreender como a agricultura familiar é abordada nesse contexto. “Ao analisar a produção científica sobre essas interfaces, o estudo reforçou a necessidade de abordagens e de políticas públicas integradas que reconheçam a alimentação adequada como um direito humano fundamental e condição indispensável à promoção da saúde e da dignidade humana”, explica Juliana. A professora também chama a atenção para a necessidade de ampliar o debate científico sobre a articulação entre políticas agrárias, produção de alimentos e garantia de direitos. De acordo com ela, a pesquisa identificou que essas conexões ainda recebem pouca atenção na produção acadêmica em Promoção da Saúde, especialmente no que diz respeito aos impactos do desmantelamento de órgãos e políticas públicas entre 2017 e 2022. Entre os exemplos citados está a extinção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), que desempenhava papel importante na participação social nas decisões relacionadas à segurança alimentar no Brasil. Além da apresentação da pesquisa, Juliana conduziu a oficina “Vivências e reflexões sobre a Promoção da Saúde na perspectiva crítica”. A atividade promoveu espaço de diálogo e construção coletiva sobre a importância de compreender a saúde para além das escolhas e práticas individuais, considerando as desigualdades sociais e os determinantes que influenciam as condições de vida e saúde da população. Representatividade - A participação da Unifipa no congresso também incluiu a apresentação de um trabalho desenvolvido por estudantes do curso de Medicina, com abordagem sobre a sexualidade da pessoa idosa. “O projeto destacou a relevância de uma formação médica comprometida com os direitos humanos, o respeito à diversidade, o enfrentamento de preconceitos e a compreensão integral das necessidades de saúde em todas as fases da vida”, destacou a docente.